A previsão de uma onda de calor
para a segunda quinzena do mês de outubro coloca novamente a saúde em atenção.
De acordo com o Climatempo, o calor deve ganhar força ao longo do mês em
diferentes regiões do país, aumentando a necessidade de cuidados com a
hidratação e com as pessoas mais vulneráveis aos efeitos das altas
temperaturas.
Além do desconforto, o calor
intenso provoca inúmeros sintomas, como a perda de líquidos pelo organismo, a
desidratação é um risco maior para crianças, idosos e pessoas que convivem com
doenças crônicas.
Segundo o clínico geral Valdir
Russo, do hospital Santa Casa de Mauá, o organismo utiliza a transpiração como
uma forma de controlar a temperatura corporal. Em dias muito quentes, a perda
de líquidos se intensifica, principalmente quando há exposição prolongada ao
sol, prática de atividades físicas ou permanência em ambientes pouco
ventilados.
“O calor intenso exige que o
organismo trabalhe mais para manter a temperatura corporal, aumentando a perda
de líquidos e sais minerais, principalmente por meio do suor. Por isso, não
devemos esperar a sede aparecer para nos hidratarmos. Crianças e idosos merecem
atenção especial, assim como pessoas com doenças crônicas, que podem ter uma
resposta mais limitada às altas temperaturas”, orienta.
Entre os mais novos, a percepção
da sede ainda está em desenvolvimento. Por isso, cabe aos adultos oferecer água
regularmente e observar mudanças de comportamento, disposição e frequência
urinária. Nos idosos, a sensação de sede pode diminuir, fazendo com que passem
mais tempo sem beber água.
Uma referência para acompanhar a
hidratação é observar a coloração da urina. Em geral, tons amarelo-claros ou
próximos do transparente indicam uma boa ingestão de líquidos. Já uma urina
mais escura e a redução da frequência urinária podem sinalizar que é preciso
ficar atento à hidratação. A coloração, também pode sofrer influência de
medicamentos, alimentos e condições de saúde e deve ser avaliada em conjunto
com outros sinais.
A tontura, fraqueza, dor de
cabeça, boca seca e redução da urina são alguns sinais de desidratação. Quando
aparecem, é importante interromper a exposição ao calor, procurar um ambiente
fresco e oferecer líquidos sempre com a pessoa consciente para ingerir com
segurança.
Aqueles que convivem com as
doenças crônicas, problemas cardiovasculares, renais, respiratórios e diabetes
podem apresentar maior vulnerabilidade nesses períodos. O calor pode interferir
na resposta do organismo a alguns medicamentos e favorecer alterações na
pressão arterial e no equilíbrio de líquidos.
Uma das recomendações é não
interromper ou alterar medicamentos por conta própria durante uma onda de
calor, em caso de dúvidas sobre hidratação, alimentação, atividades físicas ou
uso de remédios, a orientação deve ser individualizada pelo médico que acompanha
o paciente. O calor intenso também pode provocar cãibras, fraqueza, tontura,
náuseas, dor de cabeça e mal-estar.
A recomendação é beber água ao
longo do dia, utilizar roupas leves, permanecer em locais frescos e ventilados
e evitar exposição prolongada ao sol, principalmente nos horários de maior
calor. Atividades físicas devem ser adaptadas e realizadas em períodos mais
frescos. Vale redobrar a atenção com as crianças durante brincadeiras ao ar
livre e nunca as deixe sozinhas dentro de veículos, mesmo que por poucos
minutos.
O Hospital Santa Casa de Mauá
está localizado na Avenida Dom José Gaspar, 1.374 - Vila Assis - Mauá - fone
(11) 2198-8300. https://santacasamaua.org.br/.
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